Índice 6
  1. Ingredientes e materiais
  2. Passos com tempos e temperaturas orientativos
  3. Como o organizo para batch cooking
  4. Conselhos e erros habituais
  5. Nota
  6. Continua a ler

O peixe é daquelas coisas que muita gente quer comer com mais frequência e acaba por deixar para o fim de semana porque dá preguiça cozinhá-lo. A fritadeira de ar muda bastante essa equação: pré-aqueces, pões a peça, fechas e, daí a pouco, tens um jantar com muito pouca gordura adicionada e sem sujar três tachos. Aqui conto-te como o faço com salmão na fritadeira de ar e com outros peixes que funcionam igualmente bem.

Antes de começar, dois avisos de cozinheiro honesto. O primeiro: os tempos do título são uma orientação, não um cronómetro mágico. Dependem do modelo de fritadeira (nem todas aquecem nem movem o ar da mesma maneira), da quantidade que puseres e, sobretudo, da espessura da peça. Um lombo de salmão de dois dedos e uma cauda fina não ficam prontos ao mesmo tempo. O segundo: eu dou tempos e temperaturas como referência de cozinha, não como valores de segurança alimentar. Se precisares de critérios oficiais de segurança, consulta as recomendações de um organismo público competente e usa um termómetro de cozinha.

Ingredientes e materiais

Para 2 porções (ajusta à vontade, mas não amontoes: se encheres o cesto, o ar não circula e o peixe coze em vez de dourar).

  • 2 lombos de salmão de espessura semelhante (cerca de 2-3 dedos de altura). Se vierem muito díspares, corta ou separa.
  • Azeite virgem extra em spray ou pincel: só uma película. Não é preciso banhá-lo.
  • Sal e pimenta preta.
  • Para dar sabor: limão, alho em pó, funcho, paprika doce ou um pouco de mostarda. Escolhe dois, não cinco.
  • Papel vegetal perfurado ou grelha própria para fritadeira de ar, se o teu modelo a admitir. Sempre segundo o manual do teu aparelho.
  • Um pincel de cozinha e, se tiveres, um termómetro de leitura rápida.

Para variar para outros peixes, a mesma base: pescada em lombos grossos, robalo aberto ou em filetes, bacalhau fresco dessalgado ou dourada. Os filetes muito finos vão secar-te, por isso reserva-os para a frigideira ou para fazer em papelote fechado.

Passos com tempos e temperaturas orientativos

  1. Secar a peça. Passa um papel de cozinha pela pele e pela carne. A humidade é a inimiga do dourado: se o peixe estiver molhado, o ar quente trabalha para evaporar água em vez de cozinhar.
  2. Pré-aquecer. 3-5 minutos à temperatura de cozedura. Nem todos os modelos pedem pré-aquecimento, mas a mim dá-me resultados mais regulares. Consulta o teu manual.
  3. Temperar no fim do pré-aquecimento. Sal, pimenta e a película de azeite mesmo antes de entrar. Se o salgares muito tempo antes, a superfície larga água.
  4. Colocar com espaço. Pele para baixo se o teu cesto for de grelha e quiseres que a pele fique mais crocante. Sem sobrepor peças.
  5. Cozinhar o salmão. Referência orientativa: 180 °C durante 8-12 minutos para lombos de 2-3 dedos de espessura. Se o lombo for fino, fica pela faixa curta; se for muito grosso, alonga e verifica. A meio da cozedura podes abrir e rodar o tabuleiro se o teu aparelho aquecer de forma irregular. Não é preciso virar a peça.
  6. Verificar o ponto. O salmão está no ponto quando a carne se separa em lâminas ao empurrar com um garfo e o centro já não está frio nem translúcido. Para um ponto mais cozido, acrescenta 1-2 minutos e volta a olhar. Melhor ficar aquém e acrescentar do que passar do ponto.
  7. Outros peixes. O robalo e a dourada em filetes grossos vão numa faixa semelhante, 180 °C e 8-12 minutos, vigiando a partir do minuto 7. A pescada em lombo grosso costuma agradecer um pouco menos de temperatura: 175-180 °C e 7-10 minutos. São intervalos de referência; a espessura manda.
  8. Repouso breve. Tira e deixa 1-2 minutos antes de empratar. Não é imprescindível, mas o peixe assenta e não perde tanto suco ao cortar.

Como o organizo para batch cooking

O peixe não é o rei do batch cooking como o frango: aguenta pior o reaquecimento e perde textura. Mesmo assim, há uma forma sensata de o organizar.

  • Cozinha as peças mesmo no ponto ou um pouco aquém, porque ao reaquecer acabam de cozinhar.
  • Guarda em recipiente fechado no frigorífico e consome num prazo curto; não o deixes dias e dias por precaução.
  • Para reaquecer, melhor temperatura suave e pouco tempo, ou usa-o frio desfiado em salada, omelete ou bowl. O salmão frio desfiado com limão e um pouco de iogurte grego é um jantar de zero esforço estupendo.
  • Congela só se o peixe não tiver sido congelado antes e seguindo as indicações da tua peixaria ou da embalagem.

E se quiseres resolver o acompanhamento no mesmo aparelho, assa legumes noutra dose: curgete, pimento ou brócolos funcionam bem e depois juntas tudo no prato.

Conselhos e erros habituais

  • Amontoar peças. É o erro número um. Dois lombos com ar à volta ficam bem; quatro apertados largam água e cozem.
  • Não secar o peixe. Um minuto com papel de cozinha muda o resultado.
  • Exagerar no azeite. Uma película basta. O objetivo da fritadeira é cozinhar com pouco óleo adicionado, não fritar.
  • Ignorar a espessura. A etiqueta "10 minutos" não existe: existe "10 minutos para esta espessura neste aparelho". À primeira vez, vigia.
  • Abrir o cesto de dois em dois minutos. Perdes calor. Abre uma vez a meio e depois no fim.
  • Usar limão desde o início em peças finas. O ácido e o açúcar podem escurecer a superfície. Melhor espremer ao empratar.
  • Não limpar bem o cesto entre doses. Restos da anterior queimam-se e amargam a seguinte.

Nota

Os tempos e as temperaturas deste artigo são orientativos e servem como ponto de partida. Dependem do modelo de fritadeira de ar, da quantidade de peças que cozinhares de uma vez e, sobretudo, da espessura do peixe. Ajusta com a primeira dose e anota os teus próprios tempos: o teu aparelho e a tua peixaria é que mandam. Este texto não oferece valores nutricionais nem recomendações de saúde; para critérios oficiais de segurança alimentar, recorre a fontes de organismos públicos competentes.

Continua a ler